É possível inovar gastando pouco?

É possível inovar gastando pouco?
Respondido por Ricardo Fasti, especialista em inovação
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Inovação requer recursos infinitos? Quisera eu poder contar com recursos infinitos. Poderia errar o tanto que quisesse e eles não custariam nada, afinal, são infinitos.

Não, inovar não requer recursos infinitos, até porque eles não existem. A razão de ser de um gestor é justamente decidir como alocar recursos que custam por justamente não serem infinitos.

Inovar é uma ideia criativa que foi executada à perfeição, e que foi capaz de gerar valor para a empresa e para o cliente ou consumidor. É fruto de disciplina, de método, que nasce com sessões de geração de ideias, depois caminha para seleção de ideias, seja por ajuste aos processos e à cultura da empresa, seja por sua capacidade de gerar valor.

Depois vem a etapa de análise de viabilidade, planejamento e execução, incluindo o ciclo de venda e pós-venda.

Execução, que é um processo e não um recurso, essa sim tem que ser infinita. Obsessão por fazer melhor e mais eficiente. Aprender incessantemente, registrar o aprendizado, difundi-lo como capacitação e retroalimentar o processo de criação de ideias, gerando um ciclo virtuoso de cultura de inovação.

Inovar não pode ser visto como uma necessidade pontual, por essa razão é preferível utilizar como sinônimo a expressão estratégia de inovação, pois é uma maneira de comunicar à organização que inovação é um valor e é parte do modelo de negócio.

Os recursos não são infinitos, mas certamente os melhores recursos, desde fornecedores, passando por instituições financeiras e chegando aos talentos, querem se associar a empresas que demonstrem capacidade de inovar, de gerar mais valor no curto e no longo prazo.

Uma patente não necessariamente se torna inovação, mas é uma demonstração da preocupação da empresa em criar uma estratégia de proteção. Não são necessários recursos infinitos para inovar, mas sim os recursos certos e para tê-los ao alcance é necessário demonstrar a eles que a associação com sua empresa gera benefícios mútuos.

Então, o primeiro passo não é pensar em novos recursos, mas ao utilizar os atuais recursos disponíveis e limitados de sua empresa, como você poderia criar um processo e cultura de inovação cujo binômio seja criatividade e execução primorosa.

Ricardo Fasti é diretor de desenvolvimento de negócios da BSP – Business School São Paulo.

Fonte: EXAME | exame.abril.com.br

Postado por: Xênia Decorações | www.xeniadecoracoes.com.br