Fotógrafo revela essência do socialismo em fotos de vitrines

Via Exame.com | www.exame.abril.com.br

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Uma janela para o passado

Com os sinais de abertura em Cuba, vão ficando mais escassos os resquícios do que o mundo conheceu como socialismo.

É neste cenário que David Hlynsky lança o livro “Window-Shopping Through The Iron Curtain” (Olhando Vitrines Através da Cortina de Ferro, em tradução livre) pela editora Thames e Hudson (sem previsão de lançamento no Brasil).

O fotógrafo nasceu no meio-oeste americano, mas tem dois avôs e duas avós do Leste Europeu. Entre 1986 e 1990, ele viajou para o bloco soviético diversas vezes e tirou cerca de 8 mil fotos.

David evitou conscientemente momentos dramáticos e focou em vitrines: “Vi essas janelas como um grande museu ad hoc de uma utopia fracassada”, diz.

As lojas escondiam o tanto quanto revelavam sobre a economia socialista. A chegada de inventário era anunciada por debaixo do pano; fofocas e rumores tomavam o lugar da publicidade.

Como todas as lojas eram do Estado, não havia competição nem marcas. Corretores clandestinos se proliferavam nas ruas para fazer trocas com moeda estrangeira muito acima da cotação oficial.

A produção de fábricas era contada errada de propósito e os excedentes eram desviados: “se você não está roubando do Estado, você está roubando da sua família”, dizia o ditado.

Criar relações pessoais e de confiança com comerciantes era essencial para não ficar de fora. Vizinhos estocavam o que podiam para depois poder trocar bens entre si.

Veja a seguir 10 fotos incluídas no livro e os comentários do fotógrafo para EXAME.com; uma seleção maior pode ser vista no seu site.

Postado por: Xênia Decorações | www.xeniadecoracoes.com.br